as cantinas do hospital velho
ontem fui lá jantar. as mesmas cantinas, a mesma comida horrivel, os mesmos empregados com ar de gozo a comentar uns com os outros detalhes menos próprios da vida pessoal de outras pessoas, o mesmo rádio a passar ainda-não-percebi-muito-bem-o-quê que tanto pode ser um CD com músicas à bimbo como uma rádio regional qualquer. a única coisa que mudou foi o facto de não haver uma fila interminável à porta quando cheguei. talvez por ter ido mais cedo que o habitual.
hoje fui lá outra vez. que remédio, não há outras abertas.. ao almoço, quase no sítio onde pegamos nos tabuleiros, alguém deixou cair a garrafa de água quando chegou à caixa. "ui, ui.. já está.." - dizia a mulher que estava a servir, enquanto se apercebia que a garrafa ia cair. não houve lugar às habituais palmas, porque a garrafa mal se ouviu cair no chão.
ao jantar, mais uma vez sem fila de maior, quando estava no mesmo sítio onde estava ao almoço quando deixaram cair a água, alguém deixou o tabuleiro. no big deal, se estivesse a pegar nele, mas estava - mais uma vez - perto da caixa, e o tabuleiro ja tinha tudo em cima. água, arroz, panados, sopa e arroz doce tudo espalhado pelo chão. *clap, clap, clap!* parecia que alguém tinha engolido o almoço duma vez, talher e tudo, e que tinha dado a volta ao estômago e.. *blaarghhh*, vá de trazer de volta ao mundo - pela porta de cima - o jantar.
como diria alguém: "Tou aqui a notar um padrão." (este Alguém é mesmo fixe)

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